



Hoje to todo empolgado com meu fogão novo. Depois de umas compras no mercado usando o cartão corporativo cartão de credito cartão alimentação da minha mãe (Fim de dinheiro no começo do mes é assim mesmo :p) …




Para quem não sabe eu sempre gostei de comida (e de cozinha - apesar da preguiça) e mesmo com a maldita falta de espaço no cafofo do osama, eu consegui comecar a minha cozinha!!! Sim! More »




Minha vida virou de ponta-cabeça fazem mais ou menos 7 anos, desde que comecei a sentir os efeitos da falta de atenção e de concentração, numa história quase carimbada (Fast: 2001:CTI, 2002-2007:Segundo Grau - Supletivo, 2006-2008:Amor da minha vida, 2008-: ?) com muitas perdas.
Eu já sabia que tinha isso fazem mais ou menos 2 anos, mas nenhum tratamento foi o que eu esperava. Depois que o amor da minha vida decidiu que não me quer mais (E se tudo der certo vou reconquistar o amor dela - E mostrar que não sou diferente de quem ela achou que conheceu) eu descobri um lado negro do TDAH: Depressão. É a fase onde voce está tão machucado que você simplesmente acha que não tem solução, onde do nada você lembra do seu passado (Ou o que dá pra lembrar) e pensa “Puta merda… Perdi tudo que sonho e que importo”, pensa na dor maior de perder a compania e o amor de quem você mais ama no mundo - Que chega ao ponto de doer fisicamente mesmo.
Primeiro gostaria de escrever direcionado aos meus atuais familiares:
Minha vida inteira fui taxado de irresponsável, inconsequente, avoado, distraido, teimoso e outros tantos sinonimos particulares. Minha mãe não tem e nem teve conhecimento para entender o que é isso (Ela acha que dá pra mudar pensando positivo - Dá, mas não sem o fisiologico resolvido), e também não posso culpa-la porque não sei como foi minha infancia, e já entrei na consciencia adolescente com a mentalidade do hiperativo). Meu pai, meus tios, avós paternos e cia LTDA também não parecem enxergar com clareza o que é isso (Particularmente meus tios “mais novos”). O TDAH não implica em retardo, isso é claro, mas sim - e mais no meu caso - em impulsividade. Primeiro eu faço, depois eu penso. Não da pra mudar isso sem terapia tanto alopática quando psicologica. Eu espero que eles não aceitem minha situação, mas sim entendam o que está havendo, e me ajudem a mudar isso. (Preciso agradescer particularmente ao meu tio Lauro pelos incendios apagados e pela compania, que por mais que não pareça, fez a diferença em dias conturbados).
Segundo gostaria de escrever aos meus amigos:
Todos sempre me apoiando, claro - nunca dei azar com amizades. Este é o momento de falar o que está acontecendo, e o que vou fazer. Keep reading!
Agora para o amor da minha vida:
Garanto que esta é a parte mais dificil deste email depois da que vem a seguir.
Me recordo bem quando nos “conhecemos”: aos 27 dias de agosto de 2006. Que presente maravilhoso que eu ganhei de aniversário, algo que ninguem podia me dar exceto ela: Vida! Finalmente algo na minha vida que me fazia me sentir vivo e feliz. Me recordo quando voltamos de sete lagoas no dia seguinte, que pedi que ela me deixasse na rua Rio Pomba, no padeco, para pegar meu ônibus de volta pra casa. Lembro-me que ela me deixou num ponto, e que logo que ela sumiu na outra rua, sai correndo de alegria e peguei o onibus no outro quarteirão. Nunca até aquele momento o refrão de Alive fez tanto sentido na minha vida.
Algum tempo depois fui morar com ela, e foi ótimo. Me sentia bem, motivado, feliz. Mas a vida é uma caixinha de surpresas e as coisas devagarinho começaram a ruir, com ponto de partida na escola - que tinha me reprovado. Sem ver (Sempre por impulso, tanto que não fui capaz de enxergar isso tudo a tempo) eu fui me tornando outro, depressivo, desanimado, dependente.
Eu não tinha motivos para ter uma vida infeliz, porque então que eu mudei tanto? Pelo que acabei de descobrir. O impulso foi tão forte que me esqueci no cotidiano o quanto eu amo aquela mulher, quanto amo minha baixinha (Ei Tarsila!!), e nisso sem querer comecei a ser meus impulsos: Rispido, grosso, nervoso, impaciente, insensivel. Este não sou eu. Este é meu impulso; uma parte da minha mente que age pelo aleatório, e na melhor das hipóteses pelos genes também).
Precisou explodir tudo, perder o amor dela para que eu visse que tinha algo errado. Mas só agora, depois do não definitivo, que me deu uma punhalada no coração que não sei se tem remédio é que eu fui realizar de tudo que eu perdi ao longo dos anos. Eu sei que ela mudou muito (E que bom! Por mais que tenha mudado o que ela sente por mim - ou não - ela se achou também), e que ninguém tem que viver no meio da dor, ainda mais quando não é a própria. Eu amo muito essa mulher, sofro muito a falta dela (E o que seria de mim sem os amigos? Sozinho eu tinha ido pro espaço) mas não posso esperar nada dela depois do que a Impulsão fez.
E não sei se posso pedir que ela ame denovo aquele rapaz que renasceu aos 27 dias de agosto de 2006 assim como eu também não posso simplesmente esquece-la (Também conhecido como não dá pra passar por cima dos sentimentos. Só posso esperar que eu tome o controle de mim, e que ela entenda o que está acontecendo - sem preconceito que as pessoas fazem tipo os que disse da minha familia e ciente de que isso é uma coisa que EU não sou - e que ela não tenha deixado de amar aquele garoto inteligente, esperto, independente, simpático, “geek” e muitas outras coisas boas que vive em algum lugar dentro de mim (E uma observação em parenteses - espero que esse garoto a conquiste antes de outro. Porque? Porque ele ama ela mais que tudo, exceto ele mesmo).
Agora falando sobre mim:
Está sendo bastante dificil entender o que está havendo. Eu descobri que tenho problemas com minha auto-imagem (Minto, aumento e as vezes invento coisas que possam defender eu mesmo - Principalmente em coisas cotidianas), e que vou continuar me enganando enquanto não descobrir de verdade o que eu sou e aceitar isso. Muitas vezes, como disse para a mulher da minha vida, eu entro em parafuso - Hoje principalmente pelas perdas que eu sofri como ela e meu sonho de estudar e virar pesquisador. Eu preciso aprender quem eu sou, e não mais a impulsividade que me acomete. Complicado? Demais. Tanto que fico sem saber o que dizer aqui.
Um progresso importante é que com o uso da Ritalina eu não precisei reler esse texto muitas vezes durante sua construção. Claro que escrever sobre meu passado demanda lembrar muita coisa, e eu não estou acostumado a pensar tão bem e tão rapido quanto agora. Mas a Ritalina não é a solução sozinha; é importante também controlar minhas depressões e também aprender a viver denovo.
Existem algumas coisas muito importantes para mim que eu perdi. Eu preciso mesmo correr atras delas - Elas são a razão de eu querer estar aqui. Claro que muitas não virão como eu sonhei (A pesquisa é um exemplo). Mas a primeira coisa que é importante saber é que o tempo está passando, e que tudo vai piorar se eu não fizer nada, então o importante é fazer. Eu peço todos os dias pra mim mesmo que eu consiga fazer isso, tenho um belo plano de fundo cheio de post-its verdinhos que me dizem o que tenho que fazer (Acabo de me recordar de um filme que diz bem o que eu sinto disso: http://www.adorocinema.com.br/filmes/como-se-fosse-a-primeira-vez/como-se-fosse-a-primeira-vez.asp).
Bom, não consigo mais escrever porque as coisas pararam de fluir (O que é normal quando você fala de coisas que não sabe). Mas eu espero deixar claro que neste momento tudo que eu NÃO preciso é intolerancia, desprezo e preconceito. Está muito dificil fazer isso sozinho, já que não posso contar com ninguém do meu lado (Claro que meus amigos me ajudam muito, mas… Ah, vocês entenderam). E em breve eu vou escrever sobre isso denovo, denovo e denovo, sempre refletindo e também para que meus amigos, meu amor, e minha familia saibam que rumo as coisas vão tomar de agora para frente.




Oh hell, um blog publico e eu escrevendo bebado… :p
Este final de semana a mulher que mais amo na vida foi internada, e eu fiquei sabendo *primeiro* pela radio peao (Isso nao quer dizer nada depreciativo, pelo contrario). Mais que isso, fiquei preocupado porque ela não respondia minhas mensagens… Mas a radio peão me informava outra coisa, e veio a paranoia….
Indiferente do que houve, eu fiquei preocupado com ela. Mandei inúmeras mensagens mas não tinha respondido, e a paranoia tomando conta, e eu me sentindo mal… De novo, enchi a cara, mais que nos outros dias. Pra esquecer, pra não lembrar que não posso ajudar, não posso estar do lado, que amo demais, e que, denovo, as influencias tomam mais conta do que o que eu sou.
Este post parece desconexo, mas não é. Mesmo bebado, sei porque estou assim, e cheguei num ponto que meu corpo diz “Pare”, mas não esqueco a Ana, que ela está mal, que ela não quer me ver, que não posso estar do lado, que não posso ajudar, como fiz noutras vezes, e que é a unica coisa que tenho certeza que sei bem fazer.
Ceus, não sei mais o que fazer. Enquanto todos me mandam esquecer a Ana, eu não consigo faze-lo. Amo-a demais, fico mal *MESMO* quando tudo isso acontece, a ponto de me desvalorizar, de achar que nao valho nada. Espero estar errado, mas espero ama-la ainda mais, sempre, como amo hoje, e espero que possa ser algo que ela se orgulhe, algo que não fui, não estou sendo, mas quero ser….
Ps.: Post de bebado, se vc não entendeu, não sabe o que é.




Acordei hoje de manhã me lembrando de uma parte estranha do meu passado. Sai de casa com 17, num dia, de uma vez só, a pé, brigado, quase como nos filmes. Mais pra traz havia começado algo que não tinha volta: Ví o mundo. Comecei quando, por uma chance do colégio que estudei, fiz um estagio na CEMIG. Antes disso, eu praticamente não via o mundo. Ia da escola pra casa e de casa pra escola, me matava com o Mandrake e com o Slackware, não conversava com ninguém na escola, exceto as bibliotecárias (A qual uma cheguei a fazer boa amizade quando na 7ma série), não ia a festinhas (Me recordo que uma vez fui convidado, cheguei a ir) e enfim, meu contato com o mundo era esse, e quando tinha uns trocados que minha avó me dava, eu tomava café no meio do caminho (Sempre gostei de andar com café na mão) e sabotava minha dieta. A CEMIG foi caminho sem volta. Passei a ver as pessoas (Eu já sabia o quanto elas podiam ser ruins, só não sabia que podiam ser boas também), e eu me tornei parte de uma bela familia.
Me recordei esta manhã que quando saí de casa, fui morar na casa dos meus avós (Ainda era imaturo pra saber pra onde ir, mas sabia que tinha que ir). Tinha um quartinho improvisado, com uma cama de mola (Nheeec nheeec nheeeeeec) minhas coisas ficavam em cima do sofá e eu ficava no quarto do meu tio quando ele viajava (Me lembro que eu fazia uma força danada pra não mexer em nada. Costumava dar certo). Por vezes eu me sentia só, e imaginava uma jovem deitada do meu lado vendo TV (Sempre gostei de ficar deitado vendo TV, o que não me faz gostar mais de TV, mas só pra ver filmes e jornal). Que coisa…
Não tinha a minima idéia do que era um relacionamento, afinal nunca tinha tido um (E justo no primeiro, fui me apaixonar). Mas sabia que não dava pra ser sozinho no mundo, e tentar encher de porrada quem chegasse perto. Tenho um longo caminho pra trilhar pra me entender, dificil? Talvez. Mas eu já sabia porque é bom ter alguém do lado.
P.s: Tempos difíceis também onde fazia discadão com 33.600 e so conseguia entrar no IRC e ainda tinha q fugir do meu avô pra ele não desconfiar do telefone :]
P.s2: Como é engraçado, acordei com isso na cabeça hoje, escrevi de uma forma tão fluida que até estou assustando.. Como isso acontece sendo que na maior parte do tempo eu não escrevo 2 linhas sem mandar em algum ponto o contexto pra PQP porque perco o “fio da meada”?




#!/usr/bin/env python
class Crash(Exception):
def __init__(self, value):
self.parameter = value
def __str__(self):
return repr(self.parameter)
class depression:
def __init__(self):
"""Stupid things instanced in computer. Wellcome to \"ourself\" world..."""
print "This is the end\tBeautifull friend\tThis is the end\tMy only friend, the end..."
try:
raise Crash("leleobhz: Segmentation fault.")
except Crash, (segf):
print segf.parameter
if __name__ == "__main__":
depression()




[07/04-17:24:22] -!- [celia] is now known as Ricardao
[07/04-17:24:48] < Ricardao> :)
[07/04-17:25:08] < Ricardao> leleobhz: brigada, viu
[07/04-17:25:13] < Ricardao> vou trabalhar
[07/04-17:25:23] < Ricardao> pega mal se eu te mandar um beijo, leleobhz?
[07/04-17:26:56] < leleobhz> Ricardao: pode mandar
[07/04-17:27:26] < Ricardao> leleobhz: :*
[07/04-17:27:43] < leleobhz> ahhhh delicia :p
[07/04-17:28:57] < Ricardao> auhauha
[07/04-17:29:14] -!- Ricardao [n=cb@189.70.42.195] has quit ["leleobhz tu eh fera"]




Gosto muito de ler o blog Ato Ou Efeito, e confesso - ainda mais depois do Protesto do Théo, e hoje resolví dar uma passeada pelos posts mais comentados. Achei esse aqui ó: http://atoouefeito.com.br/mulher-pra-comer-x-mulher-pra-namorar.html. O texto da Bel ficou muito bom (Apesar de ainda estar digerindo ele), mas pra mim hoje, achacapante foi este comentario:
… Agora, independente de gostos, que cada um tem o seu, eu acho que a formula para uma relação dar certo e acabar em casamento, passa pelo que eu chamo dos 4´Cs do amor: Confiança: Na minha opinião é a base para dar certo! Tem que existir uma confiança mútua! Carinho: Aqui entra a química e a paixão! O casal gostar de trocar carinhos e ficar juntos! Companheirismo/Cumplicidade: Aqui entra aquela questão do estar junto para o que der e vier! Nas horas boas e nas horas ruins! Comunicação: É essencial também! É preciso que o casal se comunique! Fale o que não está gostando para que o outro possa melhorar! Aqui também entra a questão do sexo! É preciso que um fale para o outro do que gosta! Outro detalhe importante aqui é com relação as discussões! É importante que ambos saibam ceder! Nem sempre o casal vai entrar em um consenso, ai então é preciso que uma hora um ceda um pouquinho, outra hora o outro ceda!Arrebentou a boca do balão! Eu achei que era maluco ou conservador demais, mas não! Tem outros malucos (ou não :p) que pensam como eu! Isso serve de complemento a minha idéia de que não existe distinção social entre homens e mulheres, no que tange as responsabilidades e capacidades de cada um, e por sequencia, a não obrigatoriedade de virar outra pessoa por causa dos outros. Acho que vivo bem sozinho, consigo me virar mesmo com essa tonelada de problemas que tenho (Inclusive essa maldita instabilidade psicológica). A partir do momento que me proponho a viver com alguém, passa-se a ter uma relação de compartilhamento de algumas coisas. NUNCA significará alguém deixar de ser quem é, mas sim que há algumas coisas em comum.
Chamo a atenção também para o terceiro “C” e tenho dito.
P.s: Algumas pessoas sabem que estou disposto a mudar muito da minha vida por causa da Ana. Por favor, não confundam isso com o que disse lá em cima. Não partiu de uma ordem dela, mas sim minha, e os motivos disso são outro problema.




Já fazem 5 meses e 13 dias que fui embora de casa. Casa? Sim! Aquilo que eu tenho como plano de vida, que inclui as pessoas que mais amo nesse mundo (E que até hoje sinto muito o que aconteceu - e que não acontecerá), que inclui uma vida razoavelmente decente, menino quebrando copo, uma briga, um sorriso, pratos na mesa, beijos de despedida. Passo o dia todo ouvindo as ventoinhas e o barulho do teclado, quando meu som não funciona. Apesar de ter vivido o tempo todo até hoje sem precisar de ninguém - falando em afeto, hoje sei que não nasci pra isso.
É engraçado as pessoas me falarem para desistir, porque se já acabou, acabou, porque quando um não quer, dois não brigam. Errado; simplesmente porque pra mim não acabou. Porque quando um quer, o outro leva porrada até não aguentar ou até o outro parar. Porque nesse caso, querer significa o maior desafio do mundo pra fazer o outro querer também. E isso não é facil.
Infelizmente também sei que corro o risco de nunca mais conseguir voltar ao começo da minha vida, onde descobri que não sou tão alérgico a pessoas quanto eu pensava que fosse, mas estou disposto a pagar esse preço, por mais que eu saiba que talvez não faça mais tanta parte quanto fazem parte de mim.


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