MOTD:
Acabo de ter uma noite bem complicada e talvez concorra com as noites mais malucas ou mal dormidas do ano. Mais uma vez me passa minha paixão pela cabeça e uma sensação de culpa da qual acho que vai ser mais difícil superar do que talvez todos os erros que cometi com ela.
Lembro me bem da primeira vez, foi quase um coice. Estava no carro com minha pequerrucha quando “blablabla … pai? “: estava dado o tiro de colt. Nunca me esquecerei que um dia ela me chamou de pai – e quando me perguntou se ela podia me chamar assim e que respondi que podia, que consegui ser tão presente na vida dela a ponto disso. Foi por muito pouco tempo, doce ilusão.
Minha vida meses após levou outro coice, mas desta vez pra ferir e muitos outros vieram depois, dia após dia que passo nessa relação de amor assíncrona. Hoje não tenho mais forças para ir contra, para reconquistar, para correr atras – por muito fragilizado que fiquei quando não cuidei de mim e nem delas. Hoje levei mais um duro golpe no coração: De pensar que talvez nunca mais a relação minha com aquela pequerrucha seja a mesma – de talvez nunca mais ser chamado de pai novamente.
Não vejo solução pra isso. Eu não preciso das pessoas simplesmente por precisar delas. Eu sinto falta de amar e ser amado, e elas me conquistaram de um jeito tão especial que as outras pessoas perderam a capacidade de me dar esta felicidade que só pode vir de quem te ama.


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