Hoje é outra cidade
Que amanhece nessa capital
Nunca vi tanta alegria
E tanta folia nem no carnaval
Acho que deu pane
Deu pane, deu pane
Ou então
Soltou algum parafuso
Da vida realO povo todo delira
E nem acredita que está em São Paulo
Uma hora de trampo
E o resto do dia é só intervalo
E pro trabalho pesado
Cavalo, cavalo
E ainda assim
Com todo o cuidado
Para poupá-loVem ver São Paulo
Tá bonita, tá mudada
Quem perder
Não tá com nada
Vem ver logo
Que é curta
A temporada
Vem ver São Paulo
A ex-terra da garoa
A ex-terra do café
Vem ber que
Deus abençoa
Quem vierFerve a vida noturna
Pela cidade em todo lugar
Verve é o que nunca falta
Nessas conversas à mesa de um bar
Dizem que a felicidade
Invade, invade
E manda embora
Toda tristeza
Que já vai tardeMuitos dançam nas ruas
Com pouca roupa e até nus em pêlo
Uns pedindo passagem
Outros abrindo com o cotovelo
E pro trabalho pesado
Camelo, camelo
E ainda assim
Com todo cuidado
Pra protegê-loVem ver São Paulo
Tá bonita, tá mudada
Quem perder
Não tá com nada
Vem ver logo
É curtíssima
A temporada
Vem ver São Paulo
A ex-terra da garoa
A ex-terra do café
Ver ver que
Deus abençoa
Quem vier
Quinta estive na “ex terra da garoa” para inscrever nasproximas chamadas da USP. Fui na quarta a noite e cheguei quinta de manha. Esperei minha grande amiga Priscila chegar a rodoviaria de Sampa e dai pra frente o dia foi só alegria. Fui fazer minha inscrição e de lá fomos passear na Paulista (A ideia era achar um lugar pra comer). Desde a excelente caminhada (Com muita conversa boa – que alias foi o ponto chave da minha viagem – Um nível de conversa como nunca tive aqui em BH com ninguém daqui) até o Terere e vinho gelado, a tarde foi fantástica (O pequeno incidente com os documentos da Pri não foi suficiente para zoar o resto do dia). Mais a noite, já que a Cometa tinha ferrado meu esquema (Proooocooooon!!!!), decidi ficar e chamei o corno do Geekbr pra sair e fomos nós tres mais dois amigos do erick para a Tortula beber (Não antes do espirito de porco do Erick resolver aflorar e brincar de peruzinho com uma lata de Pepsi – considerando uma hipoglicemia minha). Noite fantástica e muita cerveja de alto nível. As 3h da manha depois doErick mijar num carro na rua e ser o peruzinho do cara que estava dirigindo, fui dormir na casa da Priscila. Dia seguinte, morto depois de tanta breja, enfrentei a fúria do servidor do Textolivre (Peleja perdida AINDA). e acabei fazendo risoto de almoço – Mal sabia que tudo que está bom pode ficar melhor ainda (Lição bem aprendida em Sampa).
Precisava ir a um Sex Shop comprar um óleo e pedi pra que ela me mostrasse onde era e fomos em um no começo da Av. Paulista. Descemos de lá até a estação da Vila Mariana a pé, conversando e rindo muito com ela, tive talvez a melhor sensação da minha vida ao ver os predios da paulista (Uma velha relação mental que tenho com construções “estilosas”). Fomos a casa das rosas ver algo que definitivamente não existe em BH: Tinha um sarau em homenagem a Elis Regina e fiquei besta de que bastou entrar e achar um lugar para ver! Eu tinha uma ideia de padrão de vida que eu achava que não existia até andar na Paulista a noite – o que me fez pensar que eu definitivamente acho que nasci no lugar errado. :p
Muito papo bom, muita gente boa e muita cerveja boa fizem destes 2 dias – não planejados diga-se de passagem – perdendo para o dia que ¨conheci¨ a acris, os dois melhores dias da minha vida.
E em um paragrafo separado (Merece a homenagem):
P.s: Só não foi perfeito porque não levei a máquina fotografica.
P.s2: A Priscila me lembrou do caso das máquinas de coca-cola do metrô: TODAS as máquinas de coca estavam em manutenção em TODAS as estações que fomos. #fail

Faz bastante tempo que não escrevo aqui – assumo a culpa – e garanto que foi por bons motivos. Muito do que mudou realmente veio porque eu decidi mudar minha forma de ver as coisas (Obviamente isso acontece bem devagarinho) e apesar da dificuldade eu acho que foi a melhor coisa que podia ter me acontecido.
O twitter acabou fazendo muita parte disso, junto dos messengers por me mostrar pessoas diferentes com ideias bem interessantes e que inclusive me ajudaram a saber se eu era um maluco ou não :p. Em especial, mando um alô pra Priscila (prinewgirl@freenode) pra @_mulherde40 (Dificil achar gente que valha a pena conversar – Essa guria foi supimpa), pro pessoal do TextoLivre (O que seria de mim sem o Offtopic :p), pra Ursula (ursinha@freenode), pro KurtKraut, que adora me chamar de cabeça dura (:p) e muitas outras pessoas que ja me leram e disseram coisas interessantíssimas).
Maaaaaaaaaaas eu quero mesmo é comentar e vou começar por duas respostas decentes que estou devendo pra @_mulherde40. posts que vi no twitsex e no Blog dela:
Finalmente retribuo um comentário decente para um texto que definitivamente melhorou minha linha guia de pensamento (E me disse que não sou sozinho no mundo :p). Meu primeiro comentário no blog dela foi:
A única coisa que eu acho que devo adicionar a este comentário agora é o seguinte: Eu cheguei a conclusão de que as pessoas se sentem tão invadidas e as coisas andam tão misturadas que as pessoas se protegem até demais.
Hoje deixar de viver algo “fora do normal” é considerado loucura e não tem um que não te olhe torto quando você decide mudar radicalmente de cidade ou decide ter um relacionamento incomum (E vão todos pra puta que pariu de me dizer que preconceito contra Homossexuais e Lesbicas – por exemplo – está acabando que não tá não: Tá enraizado – mais ainda – só escondidinho pra mostrar uma suporta moralidade) ou qualquer outra opção que foge dos dogmas da sociedade Tupiniquim.
As pessoas buscam seus caminhos para terem o que querem (Lembrando que felicidade é um estado, e não uma condição) e algumas vezes incluem caminhos incomuns e muitas coisas somos incapazes de escolher (Não nasci diabético por opção, por exemplo) e a conclusão que acabo chegando é: Pense bem no que faz. Pensou? Vá em frente porque você não pode ser melhor com outra providência que não a que você escolheu.
Um pequeno adendo a este parágrafo: Sou um dos maiores defensores do livre-arbítrio – e por consequencia, crítico ferrenho do determinismo.
Eu particularmente decidi correr atras das coisas que fazem parte de mim (Tem muita gente por ai que abandona sonhos e possibilidades exatamente pelo que escreví anteriormente) e com certeza por não ser um caminho “normal” (E até rejeitado pela sociedade) eu sei que vou encontrar muito mais dificuldade do que simplesmente tocar o bonde passivamente.
A questão toda é que é recompensante ver seus sonhos concretizados, por mais dificeis que eles sejam de alcançar. Para quem caíu de para-quedas, não se trata de uma corrida atras da Ana ou atrás do passado: E a minha busca por algo que passei anos deixando de ser e que quase morreu. Felizmente estou conseguindo me achar e moldar a pessoa que finalmente eu acho que quero ser – e isso me deixa muito feliz.
Moral da história: Pior do que passar dificuldades é morrer sem explorar todo o potencial e sem realizar todos os desejos.
Puxando do tuite:
Havemos de convir que este é um fato lastimavel. Uma leve alfinetada nas feministas de plantão pode ser vista (E obviamente considerada como aprovada pelo que escreve) aqui e aqui. Desculpem meninas sem-sutiã, mas todos são iguais tanto socialmente quanto legalmente. Respeito e consideração tem que se ter independente de raça, sexo ou cor, e eu vou sempre ficar contra qualquer manifestação que quebre este equilibro. Claro que as feministas conscientes devem pular este comentário, por favor.
Obviamente isso também vale para os homens. Que diabo de independência é essa baseada numa briga de sexos onde discute-se quem é mais forte ou mais fraco. O homem é mais que um animal, e o pensamento dele infuencia mais do que sua capacidade física.
O único ponto controverso desse texto é o item 17. Briga nunca pode fazer parte de algo que visa dar prazer (Não sou tolerante com isso e acho que boa parte das mulheres não é). Outra coisa que discordo levemente é do item 30 simplesmente por isso ser muito íntimo e varia de acordo com o momento também. E não quer dizer que o cara não esteja interessado – tem parametros melhores pra isso. 57 só com consentimento de ambos!
Já as partes bacanas, recomendo que experimentem PRIMEIRO estes pontos (Obvio que todos são importantes, menos o 17, mas os que vou dizer eu quase não conheço quem faz e sempre alguem reclama comigo):
Eu juro que rachei de rir do critério 61 para seleção de homens, mas realmente faz algum sentido ![]()
Para fechar, grato sou a todos que de certa forma estão nessa nova empreitada da minha vida (E vão que vão!) e de dizer que estou muito contente de estar voltando a escrever – decentemente – e que definitivamente esse blog vai mudar de estilo (Se já não mudou agora).
Pra variar, não poderia deixar passar batido alguns acontecimentos que houveram na prova de hoje da Fuvest, muitos inclusive soltos na imprensa.
Inicialmente gostaria de citar que sou um azarado completo. Perdi minha foto e esqueci de imprimir comprovante de inscrição – e descobri isso 11:30 da manhã. Consegui por meio de plano de contingencia bater a foto no Extra, almoçar, arrumar uma impressora emprestada (Muito grato sou ao meu amor – atualmente platônico – que até nisso salvou minha vida) e chegar com 10 minutos de antecedência. Para quem diz que a USP em minas não tem muito movimento, digo que o mesmo ocorreu com a prova da UFMG, que teve a BHTranstorno pra zoar o transito local, e mesmo assim cheguei no horário. Vejam as 3 fotos a seguir:
Mãe se desespera com o atraso do filho
Mãe se desespera com o atraso do filho. O jovem não conseguiu ingressar no prédio da Faculdade de Educação da USP, um dos locais em que é aplicada a prova de português da segunda fase da Fuvest 2010.
É incrível como as pessoas podem ser irresponsáveis. Não pelo atraso em si – que já acho muito irresponsável mas se corretamente assumido ainda vai – mas notem a expressão do sujeito. Alguém pode me dizer quem realmente chegou atrasado ponderando as reações? Parem de cobrar dos moleques algo que eles não querem ou não podem dar. Imagina um sujeito com esse interesse tirando nota maior que a minha pra entrar no curso e depois jogar fora.
Nem preciso ponderar o que escrevi no post passado né?
Fora isto, por muita sorte do destino, a USP aqui não é muito concorrida e a BHTranstorno sequer chegou perto. Tenho a impressão que mal os militares que tem batalhão próximo sabiam da prova. Isso foi excelente, tinha lugar de sobra pra estacionar. Notei pouquíssimas salas, e na minha em específico arrisco sim dizer que mais da metade faltou a prova. Achei bizarro mandarem retirar os relógios (Pra não dizer atrapalhador).
Quanto a prova, a mesma foi fantástica. Ouso dizer que este vestibular foi a melhor experiência que tive com provas, e me fez morder a língua e passar a acreditar que sim – podem haver provas deliciosas de se fazer. Como era de se esperar, não fui muito bem em Literatura (Mas também, pra quem fez esse vestibular de supetão e acabou indo pra segunda etapa, acho que tá ótimo) e a redação foi bem complexa (Só caguei no pau porque fiz uma narrativa, e não uma dissertação, espero que não me mandem para a barca do diabo).
Vamos ver se amanhã continua o festival de atrocidades e malucos se matando pra entrar fora da hora. Enquanto isso, eu comemoro os 7% que faltaram como 7% a menos de malucos pra enfrentar (Faltem bastante viu :p).

Feliz e contente brincando de ver as notícias sobre o Vestibular da Fuvest, vejam só o que eu encontro:
Imaginem este rapaz fazendo esta questão…
Como se nada estivesse ruim, ainda me dão uma facada no rim os professores do cursinho Objetivo (Por favor, resolvam a letra “a” desta questão e comparem a resolução).
O melhor comentário que posso tecer sobre este assunto é este:

Não precisa de muitos comentários: essa vida de Bipolar é um inferno, ainda mais quando a unica parte “boa” não aparece – Euforia. Diga-se de passagem que sexta-feira foi um dia particularmente negro nos meus ultimos 3 anos, e dessa vez nem foi culpa da migração de MTA que estava fazendo.
*** NOTA*** Just to record: Última edição feita por Leonardo Amaral, em 9 de maio de 2009 às 7:00 – Registro de datas :]
MOTD:
Acabo de ter uma noite bem complicada e talvez concorra com as noites mais malucas ou mal dormidas do ano. Mais uma vez me passa minha paixão pela cabeça e uma sensação de culpa da qual acho que vai ser mais difícil superar do que talvez todos os erros que cometi com ela.
Lembro me bem da primeira vez, foi quase um coice. Estava no carro com minha pequerrucha quando “blablabla … pai? “: estava dado o tiro de colt. Nunca me esquecerei que um dia ela me chamou de pai – e quando me perguntou se ela podia me chamar assim e que respondi que podia, que consegui ser tão presente na vida dela a ponto disso. Foi por muito pouco tempo, doce ilusão.
Minha vida meses após levou outro coice, mas desta vez pra ferir e muitos outros vieram depois, dia após dia que passo nessa relação de amor assíncrona. Hoje não tenho mais forças para ir contra, para reconquistar, para correr atras – por muito fragilizado que fiquei quando não cuidei de mim e nem delas. Hoje levei mais um duro golpe no coração: De pensar que talvez nunca mais a relação minha com aquela pequerrucha seja a mesma – de talvez nunca mais ser chamado de pai novamente.
Não vejo solução pra isso. Eu não preciso das pessoas simplesmente por precisar delas. Eu sinto falta de amar e ser amado, e elas me conquistaram de um jeito tão especial que as outras pessoas perderam a capacidade de me dar esta felicidade que só pode vir de quem te ama.

Hoje to todo empolgado com meu fogão novo. Depois de umas compras no mercado usando o cartão corporativo cartão de credito cartão alimentação da minha mãe (Fim de dinheiro no começo do mes é assim mesmo :p) …

Para quem não sabe eu sempre gostei de comida (e de cozinha – apesar da preguiça) e mesmo com a maldita falta de espaço no cafofo do osama, eu consegui comecar a minha cozinha!!! Sim! More »

Minha vida virou de ponta-cabeça fazem mais ou menos 7 anos, desde que comecei a sentir os efeitos da falta de atenção e de concentração, numa história quase carimbada (Fast: 2001:CTI, 2002-2007:Segundo Grau – Supletivo, 2006-2008:Amor da minha vida, 2008-: ?) com muitas perdas.
Eu já sabia que tinha isso fazem mais ou menos 2 anos, mas nenhum tratamento foi o que eu esperava. Depois que o amor da minha vida decidiu que não me quer mais (E se tudo der certo vou reconquistar o amor dela – E mostrar que não sou diferente de quem ela achou que conheceu) eu descobri um lado negro do TDAH: Depressão. É a fase onde voce está tão machucado que você simplesmente acha que não tem solução, onde do nada você lembra do seu passado (Ou o que dá pra lembrar) e pensa “Puta merda… Perdi tudo que sonho e que importo”, pensa na dor maior de perder a compania e o amor de quem você mais ama no mundo – Que chega ao ponto de doer fisicamente mesmo.
Primeiro gostaria de escrever direcionado aos meus atuais familiares:
Minha vida inteira fui taxado de irresponsável, inconsequente, avoado, distraido, teimoso e outros tantos sinonimos particulares. Minha mãe não tem e nem teve conhecimento para entender o que é isso (Ela acha que dá pra mudar pensando positivo – Dá, mas não sem o fisiologico resolvido), e também não posso culpa-la porque não sei como foi minha infancia, e já entrei na consciencia adolescente com a mentalidade do hiperativo). Meu pai, meus tios, avós paternos e cia LTDA também não parecem enxergar com clareza o que é isso (Particularmente meus tios “mais novos”). O TDAH não implica em retardo, isso é claro, mas sim – e mais no meu caso – em impulsividade. Primeiro eu faço, depois eu penso. Não da pra mudar isso sem terapia tanto alopática quando psicologica. Eu espero que eles não aceitem minha situação, mas sim entendam o que está havendo, e me ajudem a mudar isso. (Preciso agradescer particularmente ao meu tio Lauro pelos incendios apagados e pela compania, que por mais que não pareça, fez a diferença em dias conturbados).
Segundo gostaria de escrever aos meus amigos:
Todos sempre me apoiando, claro – nunca dei azar com amizades. Este é o momento de falar o que está acontecendo, e o que vou fazer. Keep reading!
Agora para o amor da minha vida:
Garanto que esta é a parte mais dificil deste email depois da que vem a seguir.
Me recordo bem quando nos “conhecemos”: aos 27 dias de agosto de 2006. Que presente maravilhoso que eu ganhei de aniversário, algo que ninguem podia me dar exceto ela: Vida! Finalmente algo na minha vida que me fazia me sentir vivo e feliz. Me recordo quando voltamos de sete lagoas no dia seguinte, que pedi que ela me deixasse na rua Rio Pomba, no padeco, para pegar meu ônibus de volta pra casa. Lembro-me que ela me deixou num ponto, e que logo que ela sumiu na outra rua, sai correndo de alegria e peguei o onibus no outro quarteirão. Nunca até aquele momento o refrão de Alive fez tanto sentido na minha vida.
Algum tempo depois fui morar com ela, e foi ótimo. Me sentia bem, motivado, feliz. Mas a vida é uma caixinha de surpresas e as coisas devagarinho começaram a ruir, com ponto de partida na escola – que tinha me reprovado. Sem ver (Sempre por impulso, tanto que não fui capaz de enxergar isso tudo a tempo) eu fui me tornando outro, depressivo, desanimado, dependente.
Eu não tinha motivos para ter uma vida infeliz, porque então que eu mudei tanto? Pelo que acabei de descobrir. O impulso foi tão forte que me esqueci no cotidiano o quanto eu amo aquela mulher, quanto amo minha baixinha (Ei Tarsila!!), e nisso sem querer comecei a ser meus impulsos: Rispido, grosso, nervoso, impaciente, insensivel. Este não sou eu. Este é meu impulso; uma parte da minha mente que age pelo aleatório, e na melhor das hipóteses pelos genes também).
Precisou explodir tudo, perder o amor dela para que eu visse que tinha algo errado. Mas só agora, depois do não definitivo, que me deu uma punhalada no coração que não sei se tem remédio é que eu fui realizar de tudo que eu perdi ao longo dos anos. Eu sei que ela mudou muito (E que bom! Por mais que tenha mudado o que ela sente por mim – ou não – ela se achou também), e que ninguém tem que viver no meio da dor, ainda mais quando não é a própria. Eu amo muito essa mulher, sofro muito a falta dela (E o que seria de mim sem os amigos? Sozinho eu tinha ido pro espaço) mas não posso esperar nada dela depois do que a Impulsão fez.
E não sei se posso pedir que ela ame denovo aquele rapaz que renasceu aos 27 dias de agosto de 2006 assim como eu também não posso simplesmente esquece-la (Também conhecido como não dá pra passar por cima dos sentimentos. Só posso esperar que eu tome o controle de mim, e que ela entenda o que está acontecendo – sem preconceito que as pessoas fazem tipo os que disse da minha familia e ciente de que isso é uma coisa que EU não sou – e que ela não tenha deixado de amar aquele garoto inteligente, esperto, independente, simpático, “geek” e muitas outras coisas boas que vive em algum lugar dentro de mim (E uma observação em parenteses – espero que esse garoto a conquiste antes de outro. Porque? Porque ele ama ela mais que tudo, exceto ele mesmo).
Agora falando sobre mim:
Está sendo bastante dificil entender o que está havendo. Eu descobri que tenho problemas com minha auto-imagem (Minto, aumento e as vezes invento coisas que possam defender eu mesmo – Principalmente em coisas cotidianas), e que vou continuar me enganando enquanto não descobrir de verdade o que eu sou e aceitar isso. Muitas vezes, como disse para a mulher da minha vida, eu entro em parafuso – Hoje principalmente pelas perdas que eu sofri como ela e meu sonho de estudar e virar pesquisador. Eu preciso aprender quem eu sou, e não mais a impulsividade que me acomete. Complicado? Demais. Tanto que fico sem saber o que dizer aqui.
Um progresso importante é que com o uso da Ritalina eu não precisei reler esse texto muitas vezes durante sua construção. Claro que escrever sobre meu passado demanda lembrar muita coisa, e eu não estou acostumado a pensar tão bem e tão rapido quanto agora. Mas a Ritalina não é a solução sozinha; é importante também controlar minhas depressões e também aprender a viver denovo.
Existem algumas coisas muito importantes para mim que eu perdi. Eu preciso mesmo correr atras delas – Elas são a razão de eu querer estar aqui. Claro que muitas não virão como eu sonhei (A pesquisa é um exemplo). Mas a primeira coisa que é importante saber é que o tempo está passando, e que tudo vai piorar se eu não fizer nada, então o importante é fazer. Eu peço todos os dias pra mim mesmo que eu consiga fazer isso, tenho um belo plano de fundo cheio de post-its verdinhos que me dizem o que tenho que fazer (Acabo de me recordar de um filme que diz bem o que eu sinto disso: http://www.adorocinema.com.br/filmes/como-se-fosse-a-primeira-vez/como-se-fosse-a-primeira-vez.asp).
Bom, não consigo mais escrever porque as coisas pararam de fluir (O que é normal quando você fala de coisas que não sabe). Mas eu espero deixar claro que neste momento tudo que eu NÃO preciso é intolerancia, desprezo e preconceito. Está muito dificil fazer isso sozinho, já que não posso contar com ninguém do meu lado (Claro que meus amigos me ajudam muito, mas… Ah, vocês entenderam). E em breve eu vou escrever sobre isso denovo, denovo e denovo, sempre refletindo e também para que meus amigos, meu amor, e minha familia saibam que rumo as coisas vão tomar de agora para frente.

Acordei hoje de manhã me lembrando de uma parte estranha do meu passado. Sai de casa com 17, num dia, de uma vez só, a pé, brigado, quase como nos filmes. Mais pra traz havia começado algo que não tinha volta: Ví o mundo. Comecei quando, por uma chance do colégio que estudei, fiz um estagio na CEMIG. Antes disso, eu praticamente não via o mundo. Ia da escola pra casa e de casa pra escola, me matava com o Mandrake e com o Slackware, não conversava com ninguém na escola, exceto as bibliotecárias (A qual uma cheguei a fazer boa amizade quando na 7ma série), não ia a festinhas (Me recordo que uma vez fui convidado, cheguei a ir) e enfim, meu contato com o mundo era esse, e quando tinha uns trocados que minha avó me dava, eu tomava café no meio do caminho (Sempre gostei de andar com café na mão) e sabotava minha dieta. A CEMIG foi caminho sem volta. Passei a ver as pessoas (Eu já sabia o quanto elas podiam ser ruins, só não sabia que podiam ser boas também), e eu me tornei parte de uma bela familia.
Me recordei esta manhã que quando saí de casa, fui morar na casa dos meus avós (Ainda era imaturo pra saber pra onde ir, mas sabia que tinha que ir). Tinha um quartinho improvisado, com uma cama de mola (Nheeec nheeec nheeeeeec) minhas coisas ficavam em cima do sofá e eu ficava no quarto do meu tio quando ele viajava (Me lembro que eu fazia uma força danada pra não mexer em nada. Costumava dar certo). Por vezes eu me sentia só, e imaginava uma jovem deitada do meu lado vendo TV (Sempre gostei de ficar deitado vendo TV, o que não me faz gostar mais de TV, mas só pra ver filmes e jornal). Que coisa…
Não tinha a minima idéia do que era um relacionamento, afinal nunca tinha tido um (E justo no primeiro, fui me apaixonar). Mas sabia que não dava pra ser sozinho no mundo, e tentar encher de porrada quem chegasse perto. Tenho um longo caminho pra trilhar pra me entender, dificil? Talvez. Mas eu já sabia porque é bom ter alguém do lado.
P.s: Tempos difíceis também onde fazia discadão com 33.600 e so conseguia entrar no IRC e ainda tinha q fugir do meu avô pra ele não desconfiar do telefone :]
P.s2: Como é engraçado, acordei com isso na cabeça hoje, escrevi de uma forma tão fluida que até estou assustando.. Como isso acontece sendo que na maior parte do tempo eu não escrevo 2 linhas sem mandar em algum ponto o contexto pra PQP porque perco o “fio da meada”?


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